terreyro penetravel metaesquema

[set 2014]

terreno em torno do Teat(r)o Oficina – Sampã/ SP
Encruzilhada das ruas Jaceguay, Abolição, Japurá e Santo Amaro

matéria: utilizamos matérias encontradas no terreno, como madeira, pedra, pedaços de concreto e outros

projeto não finalizado

Projeto para a construção de um espaço dedicado às práticas corporais. Espaço de ritualização e feitura dos corpos.

Partimos de pré-estudos do Anhangabaú da Feliz Cidade, projeto iniciado pela arquiteta Lina Bo Bardi e pelo arquiteto Edson Elito, e continuado pelo Tyazo do Teat(r)o Oficina. Desenhamos esse espaço como parte do projeto maior e em diálogo com o Teatro de Estádio, também parte do mesmo projeto.

Para localizarmos em qual patamar do terreno-terreiro seria mais propício para a realização do projeto, para encontrarmos suas dimensões, seu desenho perimetral, sua forma e as matérias para sua realização, fizemos uma série de práticas corporais que nos possibilitavam uma aproximação e escuta do terreno enquanto terreiro. Estudar suas coreografias.

O corpo humano era nossa medida e centro de referência, uma vez que o espaço que estava sendo projeto era voltado às diversas práticas corporais. Em diálogo com o programa Penetráveis do artista Hélio Oiticica, chamamos diferentes matérias para criar diferentes superfícies de trabalho, a fim de estimular a sensibilidade dos corpos: terra batida, seixo rolado, madeira e tijolo cerâmico. Também devorando os princípios dos metaesquemas, encontramos uma forma trapezoidal para o espaço, que suscita uma agradável sensação ao corpo, no ato de estar ali. Estudávamos criar paredes que filtrassem o excesso da luz solar e ao mesmo tempo, permitindo sua passagem. Desenhamos o espaço utilizando materiais encontrados no terreno.

Não conseguimos aprovação do Grupo SS, proprietários do terreno na época, para a realização do projeto